Sociedade

24-11-2022 15:21 - SOCIEDADE

Cientistas argentinos descobrem molécula que abre caminho para combater o Parkinson

Um grupo de pesquisadores argentinos demonstrou estudos in vitro que um derivado de um conhecido antibiótico, a tetraciclina demeclociclina (DMC), tem efeitos protetores sobre os neurônios afetados na doença de Parkinson (DP), o que lança as bases para o avanço em estudos pré-clínicos para comprovar se é possível prevenir a morte dessas células.

Telam SE
24-11-2022 | 15:21
Conselho Nacional de Pesquisas Cientficas e Tcnicas Conicet
Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet)

A descoberta pode ajudar a deter a progressão da patologia que atinge 1% da população com mais de 65 anos. Trata-se de uma molécula desenvolvida entre o Instituto de Pesquisa em Medicina Molecular e Celular Aplicada (IMMCA), com sede na província de Tucumán, e o Instituto do Cérebro de Paris (França), cuja pesquisa foi publicada recentemente na prestigiosa revista Cells.

Os pesquisadores observaram que os resultados sugerem que esta molécula pode ser uma candidata promissora como fármaco para o desenvolvimento de estudos pré-clínicos da doença de Parkinson em modelos animais.

“De acordo com a literatura científica e os resultados de trabalhos anteriores que realizámos com o grupo de investigação, sabíamos que existem algumas tetraciclinas (antibióticos) com capacidades neuroprotetoras, que seriam de potencial utilização tanto para o Parkinson como para o Alzheimer, que são as duas doenças que estamos investigando", explica Rodrigo Tomas-Grau, coautor do estudo e pós-doutorando do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet) do IMMCA.

A doença de Parkinson foi descrita e caracterizada há mais de 200 anos; no entanto, até o momento não existe nenhuma droga capaz de interromper ou mesmo retardar o processo de morte neuronal, apenas aquelas de caráter paliativo que atuam no alívio dos sintomas da doença.

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