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Ex-presidente Macri nomeia advogado e recorre proibição de sair do país no processo de espionagem contra famílias de vítimas do submarino naufragado

O ex-presidente Mauricio Macri reafirmou hoje sua "inocência absoluta" no processo que investiga a espionagem ilegal de parentes de vítimas do submarino afundado ARA San Juan, em um documento no qual nomeou sua defesa e apresentou recurso pela proibição de deixar o país.

Telam SE
15-10-2021 | 09:32
Macri afirmou estar "convencido" de sua "inocência absoluta" quando compareceu por escrito pela primeira vez no processo, e após ser intimado para o interrogatório no próximo dia 20 de outubro pelo juiz federal substituto da localidade de Dolores, Martín Bava, segundo o texto.

O expresidente Mauricio Macri
O ex-presidente Mauricio Macri

O ex-presidente, ainda no exterior, nomeou Pablo Lanusse e Jimena Pisoni como advogados para representá-lo nesta investigação.

Em relação à proibição de saída do país, o ex-presidente recorreu à decisão e pediu para o juiz Bava que aplicasse o efeito suspensivo, ou seja, que não entre em vigor até que seja resolvido em instâncias superiores de recurso.

O submarino ARA San Juan da Marinha Argentina naufragou em 15 de novembro de 2017 no Oceano Atlântico com 44 tripulantes a bordo. Os familiares das vítimas foram então convocados pelo governo à base naval de Mar del Plata, onde receberiam informações das autoridades sobre a busca do navio.

O processo de espionagem contra os familiares das vítimas do naufrágio do ARA San Juan começou com uma ação apresentada pela inspetora da Agência Federal de Inteligência (AFI), Cristina Caamaño, que apresentou perante a Justiça de Mar del Plata elementos que permitiram inferir que durante o governo Macri haviam sido espionados.

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