23/09/2021 POLÍTICA

“Os mesmos que nos acusavam de trancados em outros tempos, agora nos acusam de libertinos”, disse o presidente Alberto Fernández

O presidente Alberto Fernández defendeu nesta quarta-feira a flexibilização das medidas sanitárias anunciadas ontem pelo governo nacional, no marco da pandemia de Covid-19, e disse que "os mesmos que nos acusavam de trancados em outros tempos, agora nos acusam de libertinos".

“Podemos ir aos poucos recuperando o nosso cotidiano; eram medidas que pensávamos que tomaríamos antes, dependendo da situação epidemiológica”, explicou Fernández ao meio-dia, na inauguração da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nacional José C Paz (Unpaz), em conjunto com autoridades governamentais nacionais, provinciais e locais.

O presidente Alberto Fernández
O presidente Alberto Fernández

O presidente se referiu assim ao pacote de medidas anunciado ontem, que põe fim a uma série de restrições devido à pandemia de Covid-19, a partir de 1º de outubro, como o levantamento da obrigatoriedade de máscara ao ar livre, a habilitação de reuniões sem número máximo de pessoas, o retorno do público aos estádios de futebol com capacidade para 50%, e a abertura gradual e cuidada das fronteiras.

No ato, o Presidente disse ainda que o Governo ouviu "a mensagem" que recebeu nas eleições primárias (PASO) de 12 de Setembro e referiu que, uma semana após o resultado eleitoral, o Ministério do Trabalho não fechou, e em vez disso, promoveu "um acordo unânime entre trabalhadores e empresários para aumentar o salário mínimo".

Em seu discurso, Fernández lembrou que “em 2019 outros perderam as primárias e no dia seguinte o Ministério da Saúde, Trabalho e Ciência e Tecnologia fechou”, referindo-se ao governo do ex-presidente Mauricio Macri (2016-2019).