20/07/2021 POLTICA

Ministro da Defesa disse que " surpreendente" que Macri tenha enviado armas para a Bolvia quando "estava saindo" do governo

O ministro da Defesa, Agustn Rossi, disse hoje que est surpreso com o "contexto" em que o governo de Mauricio Macri tomou a deciso de enviar material repressivo "na forma de contrabando agravado" para a Bolvia, quando na Bolvia estava sendo consolidado o golpe contra Evo Morales e na Argentina ocorria "a plena transio poltica" aps a vitria do partido Frente de Todos (FdT) nos comcios presidenciais de 2019.

"Estou surpreso com o contexto em que ocorreu esse envio. O do Macri era um governo que estava saindo e ele toma uma decisão com essas características. Evidentemente houve uma ordem internacional para derrubar Evo Morales", disse Rossi em declarações para uma emissora de rádio.

O ministro da Defesa, Agustín Rossi
O ministro da Defesa, Agustn Rossi

Na mesma linha, pediu "para não esquecer" o papel que Luis Almagro desempenhou naqueles dias como Secretário-Geral da OEA em relação ao golpe ocorrido na Bolívia e que o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizou os líderes do golpe que colocaram Jeanine Áñez no poder.

No mesmo sentido, Rossi considerou que das 70 mil munições enviadas foram "40 mil para a Força Aérea de Bolívia", mas as outras "30 mil para a Polícia, que é o que encontraram e mostraram ontem". “Por isso, acredita-se que tenham cometido dois tipos de crimes: contrabando agravado e acobertamento”, definiu.

Ontem, o Ministro do Governo da Bolívia, Carlos Eduardo del Castillo, confirmou que as armas entraram ilegalmente da Argentina, sem registros, o que constitui "tráfico ilícito de munições" realizado pelo governo de Mauricio Macri e confirmou que se trata de um crime punido com 30 anos de prisão no referido país.