08/06/2021 POLTICA

Presidente Fernndez pede "resgatar o sentido do Estado" para moderar desigualdades

O presidente Alberto Fernndez criticou hoje as polticas habitacionais do Governo de Mauricio Macri (2016-2019), as quais, apoiadas em emprstimos indexados UVA, foram "um negcio para os bancos" e, como contrapartida, pediu para "resgatar o sentido de Estado, que sempre aparece moderando as desigualdades".

No ato realizado na localidade de Mercedes, província de Buenos Aires, para anunciar o investimento de 77,2 bilhões de pesos para gerar 30.000 lotes habitacionais com serviços, Alberto Fernández manifestou que os argentinos são "capazes de pensar no futuro", no meio da pandemia de Covid-19, e disse ter certeza que, superada a pandemia, o país será "mais próspero".

O presidente Alberto Fernández e o governador Axel Kicillof
O presidente Alberto Fernndez e o governador Axel Kicillof


"Isto é dar o empréstimo para pagar o terreno e a casa, mas é mais difícil. Nós precisamos de províncias que nos ajudem na procura de terras e que os municípios urbanizem, que exista uma praça, um centro esportivo e, sem dúvida, uma escola. Assim estaremos construindo a comunidade organizada", destacou Fernández.

O discurso do Presidente transcorreu entre a capacidade estatal de contar com políticas habitacionais ativas "que sejam um negócio para o povo", e a crítica sobre a visão pró-mercado do governo do partido Juntos por el Cambio.

Durante a cerimônia, foram entregues - de forma simbólica - dois terrenos, assinados diversos convênios com a província de Buenos Aires e com a cidade de Mercedes, e foram anunciados acordos específicos com diferentes municípios do país.