O presidente Alberto Fernández e a representante do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, tiveram uma reunião "construtiva e franca" de uma hora e meia na cidade de Roma, na qual convieram chegar a um acordo "o mais rápido possível" sobre a renegociação da dívida, sem que sejam "exigidos maiores esforços ao povo argentino", segundo popôs o mandatário argentino no encontro.
14-05-2021 | 12:50
"A vocação é encontrar um acordo o mais rápido possível, mas não qualquer acordo", disse Fernández, depois do encontro com Georgieva, inserido na viagem presidencial pela Europa, manifestando-se "otimista" sobre a possibilidade de atingir um acordo, no curto prazo, para a renegociação da dívida, mas "não a qualquer preço".
O Presidente Alberto Fernández e Kristalina Georgieva
O primeiro encontro presencial entre Fernández e Georgieva foi de uma hora e meia no hotel Sofitel da capital italiana, onde o mandatário está hospedado, depois de ter estado em Portugal, Espanha e França. Paralelamente, em outro salão, reuniram-se o ministro da Economia, Martín Guzmán e a subdiretora do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, Julie Kozack.
No encontro, Alberto Fernández manifestou a Georgieva a necessidade que os Direitos Especiais de Saque (DES) outorgados pelo FMI sejam ampliados, e assim "cheguem aos países com renda média", como a Argentina, ideia com a que -segundo referiu o Presidente- a representante do Fundo Monetário Internacional manifestou "estar de acordo".
O Governo argentino procura adiar os vencimentos da dívida com o FMI deste ano - os quais deve pagar entre setembro e outubro - devido às dificuldades surgidas da pandemia na Argentina e no mundo, pois os recursos são escassos e são necessários para obter vacinas e para fortalecer o sistema sanitário e dar assistência os sectores mais prejudicados.